Escritos de Nara Rúbia da Vida

quinta-feira, 30 de abril de 2015


Além....

quarta-feira, 1 de abril de 2015


Além do Horizonte
Existem certas canções
Que me falam de você
Pequenas insinuações
 Do que eu quero viver.
Não falo de canções carregadas de lástimas
E de histórias mal resolvidas
Também não falo de refrões encharcados de lágrimas
E de paixões incompreendidas.
Prefiro cantar o verbo amar Nas suas conjugações infinitas
E além do horizonte encontrar esse lugar
 Recheados de promessas tão bonitas.

Texto: Laureana Moreira Mota Imagem: Tom Benkendoff

Íris

Minha íris é um lago profundo
 Dançam livres lágrimas vívidas
 Olhos não conseguem encobrir
 O que a boca não ousa sussurrar Dói muito...
A dor me traz prazer
Ela acaricia todos os seis sentidos
Meu amor é feito de água viva E queima...
Queima meu coração indomável!

 Texto: Libertária Imagem: Guns N' Roses - Don't Cry - YouTube

tatuagem


O corpo está tatuado em flor
Cada pétala, um cheiro, uma memória
 Gestos suaves tocam no ar música
 Na pele o gosto de todas as noites de amor
Explosão de sentidos...

Texto: Libertária Ilustração: Stasia Burrington

?


“Toda vez que eu digo que me sinto especial...
 Uau!
 Chove julgamentos...
 Mas me respondam você conhece alguém que não seja?”

 Adam Isaac Jackson

Amor Anormal


 Sentir o proibido não é nada
Pior é aceitar o proibido
Num rumo qualquer de estrada Ou na dolorosa manha da libido.
O outro não quer minha atormentada insônia
Muito menos que eu mude meu misterioso hábito
Só quer sentir o sufoco e o cheiro de sua agonia
Dentro do denso aroma que sai de dentro do meu hálito...


Marcio Rufino

sentimento...


Senti hoje a tristeza de um amigo Era profunda como uma adaga encravada em cruz Não contive minhas lágrimas. Deixei que rolassem Feito gotas de chuva emprestadas nas árvores Tem todo tipo de dor, mas aquela que guarda rancor Tranca com chave tetra toda a vontade de amor 

 Bogdan Prystem

reflita


Um gesto
Colorido Muda tudo

Jun Kamaori

Teu corpo

terça-feira, 24 de março de 2015


Sobre o teu corpo despejo o cálice do meu amor tinto de vinho e sangue.
 Aspiro os beijos dos teus poros, um a um, recolho-os com a boca túrgida.
Encho com eles minha ânfora, para que no outono dos meus dias, eu possa me banhar com o frescor dos teus lábios.

Texto: Marisa Sevilha Rodrigues Pintura: Alison Van Pelt





Paradoxo

domingo, 15 de março de 2015

 Não use o intelecto Para me fazer sentir tola
Adoro o simples prazer Das coisas inúteis
Quem sabe muito Não consegue viver
Sem ter pretensão.
Pura tensão!
 Papel esfacela na água
Cultura não serve pra nada
Sem ter uma boa intenção? Contradição!
 Livros são para libertar E não para aprisionar
Como eu nestes versos Que ainda preciso aprender
A difícil Arte de Saber
Sem começar a julgar...

Nick Georgiou’s art