sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Nádia Dantas

Hoje o sol ao nascer, brindou-me com um belíssimo espetáculo.
Magnífico
Romântico
Deslumbrante...!!!
Nuvens pesadas e cinzentas circundavam o horizonte, como montanhas vaporoso-moldadas, moldadas por mãos divinas.
Por trás delas, majestoso e soberano, o astro-rei emoldurava a paisagem, revelando um talento absoluto e grandioso, naquela tela gigantesca pintada pela natureza.
Fantástico...!!!


Ao pé da serra gasosa, imensa colcha de uma brancura incomparável, flutuava sobre o tapete verde que cobria o chão real.
Pouco a pouco, aquele contorno luminoso definia-se e raios ígneos espalhavam-se em todas as direções sobre a terra.
Isso me levou a meditar sobre o quanto somos importantes no Universo para merecer todos os dias, dádivas tão sublimes da natureza.

INFINITO AMOR



Amor, maior do que o tempo


Infinito amor


Interminável e tardio


Um rio noturno
a se arriscar no oceano
a desaguar em ermo

ALGO...


De um recomeçar da vida,
projetos, promessas
propiciando um novo mundo
um novo começo de sonhos
num cotidiano que ecoa profano
Um mistério, magia resoa
faz do escuro ampliar uma luz
Pupilas congelam no instante
Penetro no azul profundo
por um milésimo do tempo



Num olhar, remoto, antigo
reconhecido em cada piscar
do brilho avito na íris
forjada no astral de um tempo
eternas... em todas as épocas
tão distante em meu âmago

ANJO




Anjo perdido em mim

não indaques as estrelas nas tuas estradas
entre tempo e o vento
É mistério somente da noite
Conserva a tendência do espírito
de um vôo a erguer sempre para o alto

Nas canções quentes envoltas na garganta
canto para eternizar
o nascente de um ontem
em que o tempo obstinado a resguardar
Não se importa com a rota
desde que não adormeça,
voe...
Enquanto resistirem as asas

SILÊNCIO




Sentada na areia num profundo silêncio de alma
deixei meus olhos a vaguear
na imensidão azul do mar
Uma cortina de lágrimas de dor transbordaram
baixavam lentamente tentando aparar arestas, fechar feridas...
abrir portas trancadas pela escuridão
Um Silêncio querendo falar... ouvir... ver... tocar...respirar...
Um Silêncio transformando puro, cristalino o coração em uma alegria docemente
dos beijos timidos,
das nossas almas.
Sublime silêncio que verte saudade ...
da tua doce existência como de um sol que ainda brilha em minha alma
Vivi o calor do teu amor em teus braços
manto suave das ondas... vibração da tua voz
ternura que repousa viva em meus olhos

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Desconheço o Autor



Feche os seus olhos, junte suas mãos e pense no Alto.
Toque o infinito com seu coração.
Viaje nas asas da prece silenciosa, a favor de todos.
Transforme sua aura num campo de luz pacífica.
Faça suas energias suaves beijarem outras auras, algures...
Pense que suas mãos estão unidas com outras mãos de luz...
Sinta-se ligado, em espírito, às consciências elevadas que ajudam a todos.
Abrace a todos os seres, incondicionalmente.
Agradeça o dom da vida, e fique bem.

Fechei os olhos

Toquei o infinito

Viajei nas asas de uma suave aura

nesse campo se desenhou...






quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sofia de Melo Breyner

“Eu chamei-te para ser a torre
Que viste um dia branca ao pé do mar
Chamei-te para me perder nos teus caminhos
Chamei-te para sonhar o que sonhaste
Chamei-te para não ser eu:
Pedi-te que apagasses
A torre que eu fui a minha vida os sonhos que sonhei.”

domingo, 1 de novembro de 2009

SONHEI COM OS ANJOS



Sonhei com os anjos

Onde o céu encontra o mar

As flores ficam soltas...

O amor voa nesse céu...

Deveria converter os mais incrédulos

pelo seu encanto e pela sua doçura...

A Alma sente os mais doces impulsos

avancei nesse caminho...

O infinito não é nada...

Repouso inocente

Lá fora...

os maus presságios tocam os sinos

Meu espírito tranqüilo

deixe-os tocar...

Ao acordar...

repousava nos lençóis brancos e macios e

eles ainda estavam quentes...


sábado, 31 de outubro de 2009

NOITE PARA VOAR...



Quando sobrevoei o mar este me pediu que falasse um pouco sobre o amor

Então busquei inspiração olhando para a lua que derramava sua luz sobre as asas

prateadas das borboletas

um sopro de vida em meu coração...

fiquei assim alguns instantes...

quando me virei para dividir com o mar aquela visão,

ele havia adormecido ao meu lado

como se nossa alma fosse uma só

E chorei...

Traduzi um inesquecível amor que não cabia dentro de mim

Jamais tinha alcançado em minha existência

Comecei a falar e me declarei...

Ao mesmo tempo em que a vida me abençoou

Apagou...

Só ficou o som das palavras...

Uma melodia triste que toca e às vezes sinto...

Havia deixado o sorriso partir e

deixado às lágrimas escorrer dos meus olhos

Quando as nuvens passaram o mar então acordou...

Segurou-me com firmeza e

dessa vida os meus ohos foram a ultima visão...

Daquela bela noite

Apenas de imaginação...!


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

POR UM SEGUNDO




Por conta de uma viagem nos últimos dias desandei mais do que habitualmente

Durante o vôo provocou angustia e para não atirar-me ao abismo me resgatei antes que caísse ao chão...

Retratos quebrados

Ilusão desfeita

Sonhos despedaçados

Debaixo dos escombros

Um fio de vida pulsando...

Para não morrer, e não ir para o céu.

A terra cegara meus ohos e com seu fogo me batizara

Renasci e voei entre o céu e o solo

Flutuando alto

Livre da dor