quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sofia de Melo Breyner

Eu chamei-te para ser a torre
Que viste um dia branca ao pé do mar
Chamei-te para me perder nos teus caminhos
Chamei-te para sonhar o que sonhaste
Chamei-te para não ser eu:
Pedi-te que apagasses
A torre que eu fui a minha vida os sonhos que sonhei.

domingo, 1 de novembro de 2009

SONHEI COM OS ANJOS



Sonhei com os anjos

Onde o céu encontra o mar

As flores ficam soltas...

O amor voa nesse céu...

Deveria converter os mais incrédulos

pelo seu encanto e pela sua doçura...

A Alma sente os mais doces impulsos

avancei nesse caminho...

O infinito não é nada...

Repouso inocente

Lá fora...

os maus presságios tocam os sinos

Meu espírito tranqüilo

deixe-os tocar...

Ao acordar...

repousava nos lençóis brancos e macios e

eles ainda estavam quentes...


sábado, 31 de outubro de 2009

NOITE PARA VOAR...



Quando sobrevoei o mar este me pediu que falasse um pouco sobre o amor

Então busquei inspiração olhando para a lua que derramava sua luz sobre as asas

prateadas das borboletas

um sopro de vida em meu coração...

fiquei assim alguns instantes...

quando me virei para dividir com o mar aquela visão,

ele havia adormecido ao meu lado

como se nossa alma fosse uma só

E chorei...

Traduzi um inesquecível amor que não cabia dentro de mim

Jamais tinha alcançado em minha existência

Comecei a falar e me declarei...

Ao mesmo tempo em que a vida me abençoou

Apagou...

Só ficou o som das palavras...

Uma melodia triste que toca e às vezes sinto...

Havia deixado o sorriso partir e

deixado às lágrimas escorrer dos meus olhos

Quando as nuvens passaram o mar então acordou...

Segurou-me com firmeza e

dessa vida os meus ohos foram a ultima visão...

Daquela bela noite

Apenas de imaginação...!


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

POR UM SEGUNDO




Por conta de uma viagem nos últimos dias desandei mais do que habitualmente

Durante o vôo provocou angustia e para não atirar-me ao abismo me resgatei antes que caísse ao chão...

Retratos quebrados

Ilusão desfeita

Sonhos despedaçados

Debaixo dos escombros

Um fio de vida pulsando...

Para não morrer, e não ir para o céu.

A terra cegara meus ohos e com seu fogo me batizara

Renasci e voei entre o céu e o solo

Flutuando alto

Livre da dor


terça-feira, 27 de outubro de 2009

TEMPO DO CORAÇÃO


Há tempos em nossa vida

que contam-se diferente debaixo do lençol de anil

As paixões são eternas e efêmeras

Mas ficam na alma

Amores...

Que entre olhares e beijos

sem desfechos

que ficaram na memória impregnados

Sentimentos que perduram

Não se estica o instante

Não se percebe a maturidade

Ama-se ao lado do tempo

Aprende-se a não ter arrependimentos...

Abre-se a janela e descobre...

de maneira diferente o arco-íris

NÃO DESISTA DO MEU CORAÇÃO


Quando o frio da noite rola

Entre o desejo de amar

A esperança

Resgata sonhos

Preenchendo com as cores que faltam

O mar em camadas sobe ao céu

A alma foge da dor

E uma canção fala seu nome

Apontando uma estrada para algum lugar

Não tão distante assim...

Mas vejo ao longe olhos tristes

Porque acredito que não tenha restado

algo para mim e para você

Deixo escapar o meu ultimo suspiro...

Levando meus sonhos... e a visão do amanhã

Antes de encontrar a estrada que me levaria até você

Lágrimas encobrem meus olhos

Enorme sensação de vazio interior

Não desista do meu coração

Quem sabe entre os escritos dos sonhos

Posso novamente encontrar a estrada

CAPTURA DO TEMPO


Existem dias que,

Por uma razão ou outra

Tento capturar o tempo

Buscando manter os momentos

Para não castigar com lembranças a alma

Sigo recolhendo da vida todas as emoções e por fim...

Atrelo a tanta estrelas, meus olhos brilham...

Lagrimas então escorrem desembocando no meu sorriso

Contemplam a manifestação deste amor no céu de nossas vidas

Mesmo em tempestade com as nuvens carregadas...

Aprendi com a força da maturidade

Carregar não como fardo no meu peito

na existência desse plano de ilusão ou com gosto de pé no chão...

O pedido as estrelas cadentes, o de ficar só olhando os cometas contente

é o show do Teu Amor que traz luzes a minha alma

e faz desse divino presente seguir em frente, na direção da Luz das luzes...

e neste momento se esquece ao menos por um tempo, o tempo...

Prevalece harmonia do silencio interior...

suaves batidas do Amor Incondicional

SEU TOQUE


Encontros furtivos...

à meia noite

a meia luz

na nudez do luar

num silêncio qualquer

na deriva TU e EU

nas águas do prazer...

ao aroma, suave essência que nos unia

Cúmplices nos ecos de suspiros...

Embriagávamos no doce licor carnal

QUEM É VOCÊ


Abro a janela e deixo o sol entrar…

Porque os teus olhos me lêem quando escrevo

São afagos ao longo do que vou sentido

E os seus dedos penetram como voz que não se perde no ar

E diz sem limite aos meus ouvidos do amor que cresce

Pendurando na linha do tempo...

Estendo a mão e você sorri

Essa é a senha

Caminho enquanto há sol que meus olhos podem captar...

Energia entre as almas...

Musica por trás

Um coração encostado no outro

Um em dois para sempre

Quem é você?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

P.S.





É primavera…

Tudo retrata

flores…

Amores

Poetas

Eterna canção

Vida