Um poeta alça vôo em direção ao horizonte distante, além o azul do mar.
Alma nua, emoção, povoado de sonhos...
Transcende os próprios limites... se deixa levar...
Abre seu coração ao caliente sopro do vento
Há uma linguagem do coração.
E só quem ama é que sabe disso.
Quando o sentimento brota pelo olhar,
Não é preciso dizer nada, pois o sol está ali...
E a Luz segue o Amor.
Sim, alguma coisa acontece no coração...
E não há palavras que definam esse mistério.
O que se sente, e não se explica.
'Através de um olhar você é capaz de conhecer a pessoa, mesmo sem falar.
Olhares são os ouvidos da alma, pois é o silêncio de um olhar que fala ,e o sentir nos revela o que verdadeiramente estamos vendo. ''
As paixões são como ventanias que sopram as velas dos navios,
fazendo-os navegar;
outras vezes podem fazê-los naufragar,
mas se não fossem elas, não haveriam viagens,
nem aventuras, nem novas descobertas.
Muitas vezes eu também já me perguntei se adianta a gente se empenhar para abrir o coração num tempo de tantos corações rigidamente trancados, em que o medo parece dar as cartas e descartar possibilidades de troca, espontaneidade e amor.
"O amor percorre territórios devastados da alma com a calma necessária para reflorestar um a um.
Dissolve neblinas.
Revela o sol.
Destece máscaras.
Reinaugura a humildade.
Faz ventar.
Faz chorar...
Faz sorrir!..."
Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários e a regulamentos vários...
Amor não se troca...
Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo..."
Eu poderia descrever o toque das tuas palavras aos meus ouvidos, o toque da sua mão na minha pele, o gosto da sua boca, a forma que você me tira do chão, a maneira que me faz ficar ficar entorpecida de você, o calor do teu corpo, no entanto, somente sei descrever sobre a sua ausencia fazendo silencio em todo o lugar.
Todo jardim começa com uma história de amor.
Antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído, é preciso que eles tenham nascido dentro da alma.
Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles.
'' Se tudo tem seu tempo:
Espero que mudem as estações para voltar à felicidade. Mas agora, ainda não a vejo, nem consigo senti-la se aproximando. Mas preciso seguir, somente com a esperança que em uma curva do caminho eu a encontre e a partir dali os dias úmidos das lágrimas caídas fiquem para trás. ''
Qual será a cor do amor?
Será azul como o céu,
Ou tem a cor das águas do mar?
Dourado com o o sol, em um dia de verão...
Ou vermelho como o sangue que bombeia meu coração?
Pode ser branco como a neve
Ou de uma pluma bem leve...
Amor rima com cor...
Pode ser colorido como um arco-íris...
Ou ter as cores de uma aquarela
Que os dias da minha vida você coloriu!!!
A felicidade é como uma pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar.
A felicidade é como uma gota de orvalho
Numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade é uma coisa louca
Mas tão delicada também.
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo isso ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato sempre dela muito bem."
Eu olho no interior da noite...
E vejo os meus olhos no meio da escuridão
E, neles eu procuro uma canção... que os nossos corações perderam
Vaga na noite meu espirito, procurando... a melodia perdida
enquanto você dorme...
A noite está fria...
O grande mistério está mergulhado na vastidão do interior
O mistério não está apenas na vida
A alma viaja pelos planos interiores
Abraça em silencio e vela secretamente
Enquanto o Amor viaja invisivelmente por aí...
'Na verdade, somos uma só alma, tu e eu.
Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti.
Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo,
Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu.
Eu soube enfim que o amor está ligado a mim.''
"Não é que seja exatamente corajoso, meu coração tem é isso de bom: não ocupa espaço com mágoas e, com o tempo, ele se tornou desmemoriado pra assuntos de frustração.
Quando me dou conta, lá está ele amando de novo, sorriso de orelha a orelha, com tal frescor que parece que nunca foi ferido.
Dá, sim, pra ver uma cicatriz aqui e ali, outras mais adiante, que cicatriz não morre, mas ele não liga.
Nem eu.
Não é que seja exatamente teimoso, meu coração tem é isso de bom: gosta de amar.
Eu também..."
"Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola.
E refaço.
Colo. Pinto e bordo.
Porque a força de dentro é maior.
Maior que todo mal que existe no mundo.
Maior que todos os ventos contrários.
É maior porque é do bem.
E nisso, sim, acredito até o fim. "
Sou composta por urgências:
Minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas.
Me entupo de ausências, me esvazio de excessos.
Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos.
Minha alma desenha na mente ...
chora a solidão do desencontro e
silencia no desabafo
lamenta a ilusão
luta por algo que não quer mudar...
que não reparam nas lágrimas,
minha alma e simples
e você não a enxerga
'' Feito a pipa colorida que corta o céu, eu me sinto livre e voo no vento.
É para o céu que confesso meus sentimentos, busco palavras, misturo as tintas e nelas eu perco meus pensamentos.
Dias vão e vem, a única certeza que tenho é que é preciso fazer com que a vida valha a pena. ''
Tenho para mim que ler poesia com a voz não pode ser nunca só conhecê-la e dá-la a conhecer.
Ler poesia é torná-la nossa, que a voz, tanto como os olhos, quer se queira quer não, é espelho da alma.
Ler poesia é como representar, é inventar quem fala, é reinventar um poeta e recriar o momento de escrever.
Por isso é importante escolher o que se lê, não ler qualquer coisa, amar o que se diz, decidir que palavras vão passar a fazer parte de nós e serão daí em diante também nossa memória e nos irão ajudar também a escrever e a ler novas palavras, a estar com os outros.
"A razão por que a despedida nos dói tanto é que nossas almas estão ligadas.
Talvez sempre tenham sido e sempre serão.
Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos encontramos.
E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelos mesmos motivos.
Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá."
Quis ser um dia, jardineira de um coração.
Sachei, mondei - nada colhi.
Nasceram espinhos
e nos espinhos me feri.
Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Cavei, plantei.
Na terra ingrata
nada criei.
Semeador da Parábola...
Lancei a boa semente
a gestos largos...
Aves do céu levaram.
Espinhos do chão cobriram.
O resto se perdeu
na terra dura
da ingratidão
Coração é terra que ninguém vê
- diz o ditado.
Plantei, reguei, nada deu, não.
Terra de lagedo, de pedregulho, teu coração.
Bati na porta de um coração.
Bati. Bati. Nada escutei.
Casa vazia.
Porta fechada,foi que encontrei...
Um horizonte, — a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, — a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, — sempre escuro, —
Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro.
Os doces brincos da infância
Sob as asas maternais,
O vôo das andorinhas,
A onda viva e os rosais.
O gozo do amor, sonhado
Num olhar profundo e ardente,
Tal é na hora presente
O horizonte do passado.
Ou ambição de grandeza
Que no espírito calou,
Desejo de amor sincero
Que o coração não gozou;
Ou um viver calmo e puro
À alma convalescente,
Tal é na hora presente
O horizonte do futuro.
No breve correr dos dias
Sob o azul do céu, — tais são
Limites no mar da vida:
Saudade ou aspiração;
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.
No mar das recordações,
Escuto um eco sentido
Das passadas ilusões.
Que buscas...? — Procuro,
Através da imensidade,
Ler a doce realidade
Das ilusões do futuro.
Há dias que tenho visto o céu azul,
com pequenas nuvens alinhadas, sentindo uma brisa
mansa e suave despertando meus desejos
que dormiam calmamente no tempo
de solidão..
E escalei as muralhas íngremes de mim mesma
Me fraguei na dor e no nevoeiro
Reagi e recuperei meu brilho...
Olhei novamente as estrelas e senti que nunca estivera sozinha
Descobri que só minhas... eram tolices e medos
Os dias seguiam quentes e a menina que cantarolava sonhos sorria escondendo a lágrima que teimava em manchar seu rosto. Franzina e cabisbaixa, a canção ia perdendo o tom; desbotando o Sol. Fingiu ser alegoria enquanto a encenação entorpecia seus sentidos. Seu coração doía.
Descobriu da pior maneira possível a dor da solidão. Pensou estar em uma terra desconhecida e inóspita, onde seu único desejo era voltar no tempo e trancar seu coração para que não pudesse ser ferido. Para que não pudesse ter amado. Para que não pudesse ser mais um…
Os sonhos – antes alegres e coloridos – estavam cada vez mais escassos. Não sabia há um bom tempo o que era encostar a cabeça no travesseiro e descansar. Ela não queria isso. Ela não queria que as imagens voltassem e transpassassem sua frágil imaginação.
A menina que cantarolava sonhos, enfim, adormeceu.
Ele pensou que o amor era um souvenir, uma peça descartável de um tabuleiro, sem imaginar que do outro lado tinha alguém que só queria segurar sua mão e ser um só. Um só coração que palpitasse em uníssono a vida inteira.
... me sentei perto da janela e fiquei olhando como a lua derramava sua luz... foi como se eu sentisse um sopro de vida em meu coração, como se a tua alma repousasse perto de mim.
E chorei...
Nada traduziu em palavras aquele momento...
Só ficou o som de uma música triste que as vezes toca e que as vezes eu canto.
Que você e eu nos encontremos aqui, no mesmo coração
Que as palavras não sejam mero escritos...
União de almas
Que estejamos dentro do mesmo círculo de amor
Ah... que sejamos tudo o que podemos ser, aqui e além...
E que tenhamos a sabedoria de que nada nem ninguém nos pertence.
Não é que o mundo seja só ruim e triste.
É que as pequenas notícias não saem nos grandes jornais.
Quando uma pena flutua no ar por oito segundos
ou a menina abraça o seu grande amigo,
nenhum jornalista escreve a respeito.
Só os poetas o fazem."
Quando criança brincava de segurar areia nas mãos. Não dava pra segurá-la por muito tempo, ela escorria pelos dedos, mas mesmo assim, ficavam umas pedrinhas. Na época, eu acreditava que eram pedras preciosas. Hoje, tenho certeza disso."
"Já não quero ser grande, forte, inatingível. Quero ser, por hora, de um tamanho que eu ainda me reconheça, que ainda saiba me encontrar no passado ou um dia no futuro. Quero ser humana, quero ser carne e osso, quero sentir, quero tocar... quero poder ser isso que sou na medida qualquer do tempo, estar sempre pronta a me recompor das tempestades. Não devo estar tão errada... Há tanta água no oceano que se deixa evaporar pelo único prazer de voltar a ser uma gota de chuva."
Senti fresco na memória o que tive em algum tempo atrás...
Pensei... nas adjacências de seus olhos sorrindo pra mim,
no desenho da sua boca beijando meu rosto,
o carinho das suas mãos tocando meus longos cabelos
e rumo ao centro do meu coração uma daquelas musicas...
como se pudesse transpor sonhos extraviados para a realidade
Nos extraviamos por noites inteiras
ou talvez pela ausência de coragem do romper do dia
Erma alma...
Vácuo coração
Esboço ensolarado de pensamentos...
entre dias chuvosos
devora ferido o meu peito
Making our way through the country
We're back on the road in the night
Come a long way from the city
We're back on the road in the night, yeah
Don't know where we're going
I don't even care
You're so far away from me
And there's nothing special here
To take away the longing
Hm, hm, hm, hm....
Passing the time we're just drinking the wine
We're just back on the road in the night, yeah, yeah
Venus and Mars we're just picking out stars
We're just back on the road in the night
Spend most of my time
Just thinking of you
You're so far away from me
And there's nothing I can do
To take away the longing
...........
[...]"A noite cai sobre a terra e os solitários correm em busca de horizontes perdidos, as estradas se enchem de aventuras e de sonhos por sóis resplandecentes, os corações cativados sempre voltam para casa quando cai a noite, a noite sempre morre numa triste manhã, assim como também padece os sonhos que vivem à noite e da noite tiram o proveito da razão de sua existência. O cair da noite..."
Amor é
... ver-te chegar num eco de ave,
e deixar que me prendas
com o teu gesto mais suave,
sentir-te, só, ao pé de mim,
e sentir-me tão só longe de ti...
A vida passa, as eras se sucedem...
linha de tempo,
pessoas vão e vêm, mas o que importa é sempre o que fica no coração
E isso não se explica
Um Amor.
É imperecível, eterno, é além do zimbório celeste, além de qualquer tempo...
É algo mais...
A vida segue...
E em algum lugar
dirigi meus olhos ao infinito
na tentativa de te imaginar
e dar um mergulho para dentro
do ceu
Partindo e imaginado...
libertei o brilho de seu corpo
e uma vez no ar...
ah... foi uma noite inesquecivel...
E tentando...
imaginei e parti para onde as luzes
libertei a carga do meu corpo e segui...
Um sorriso ralo veio por entre manhã amarelada quando fitei-me
no reflexo de mim mesma
Uma cordilheira de inspirações
Um mar revolto a dobrar-se em ondas
Um céu de luzes infinitas
" Não tenho certeza de nada, a não ser da santidade dos afetos do coração e
da verdade da imaginação...
o que a imaginação capta como beleza deve ser verdade tenha ou não existido antes"
Debaixo de uma manta de estrelas
em sintonia com a respiração do mar
vagueio como em sonhos por espaços infinitos
de alma e corpo liberto
balbucio suspiros emergidos pelo coração
suave brisa toca sentimentos e acordam lembranças
tristes acordes...
fez-me chorar
Eu quero amor feinho. Amor feinho não olha um pro outro. Uma vez encontrado, é igual fé, não teologa mais. Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo e filhos tem os quantos haja. Tudo que não fala, faz. Planta beijo de três cores ao redor da casa e saudade roxa e branca, da comum e da dobrada. Amor feinho é bom porque não fica velho. Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é: eu sou homem você é mulher. Amor feinho não tem ilusão, o que ele tem é esperança: eu quero amor feinho.
Estou a ouvir cada onda a estourar...
formando espumas simples pelas intensas colisões
Vejo um pouco de mim nesta efervescência do mar
O tempo me lê em cada instante...
na impossibilidade de alcance... proximidade
Cercada por muralhas de vento
saboreio as ilusões dos sonhadores
ainda que tua proximidade me derreta, pois talvez seja este o meu destino. Preciso ver-te, ou serei viajante sem bussola, de mim mesmo, cego sem horizontes nem auroras Preciso ver-te para que possa encontrar algum sentido nas coisas e seres que me rodeiam e que falam de ti como miragem
“Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância! Solidão é muito mais do que isto... SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.”
O som do luar varre os estilhaços da noite escura ...Faz dentro de mim o coração viajar nas asas do vento... agraciado com toques das estrelasTransformando lágrimas em pequenas luzes...Arrebata o sofrimento em silêncio pelas pradarias celestesO sol brilha na noite escura...inspira suavidade ao espirito da luaNasce do silencio... musicaExpande o som... som das batidas do coração
La fora a chuva cai...
em cada gotícula eu sinto algo...
Eh noite, mas no meu interior brilha luz
Ouço o som do vento fustigando a escuridão
Mas também ouço o som dos passos suaves da aguá dentro de mim...
Medita o coração
Observo o negrume da noite que em mim irradia silencio
Lava e leva a dor
Lagrimas percorrem o rosto
derretem o meu coração no amor
Quisera voar novamente
a bordo de um grande amor
Que voa fora do corpo
Para alem da linha que
termina o ceu
vislumbrando o infinito e as estrelas
Que mesmo diante da dor...mergulha no silencio... pois tem luz no olhar
Escutar o chamado da chuva... o vento..
Girar e dançar...
Lembrar das curvas de um rio
as águas limpando a alma
Saudades das noites estreladas...que retiram a secura do coração
Ah... como eu queria reviver as curvas do rio no silencio das estrelas
Trazer o vento da vida...a chuva, o cantar do brilho das estrelas
Mas essa noite
as curvas do rio
as estrelas
a chuva
o vento...
são aqui