DELITO DO AMOR

quinta-feira, 9 de abril de 2009




De súbito estremeci
quando me olhaste
com poderes sobre mim
Conheci o meu delito
Deste ato, arrancou-me medo
por um momento detive
o palpitar do coração
Senti em minha volta
uma pressão de ferro
Fiquei transita de susto...
fiquei tão amedrontada,
tão paralisada como fulminada por raio,
quis desvencilhar-me...
mas a vontade era inerte...
E eu...
sentia vagamente
que algo me puxava,
sem que tivesse consciência
do que estava fazendo
A princípio esforcei-me por acreditar
que não passava de um sonho...
de um sonho tão confuso
mas diante das janelas,
brilhava a luz da manhã
Eu não estava sonhando e
sim acordada
Achei-me sozinha...
em um quarto estranho,
com alguém estranho,
de que até hoje não sei o nome
Por todas as potências do céu
fosse com quem fosse...
Fizesse o que fizesse...
Tudo fora real.
Com embaraço...escondendo o que senti...
Tinha dado todos os meus gestos
capazes de exprimir tão puros e doces sentimentos
de um modo sensível e belo
Um gesto de tão ternura
que brilhava como uma paixão
que se irradiava através do corpo

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