William Shakespeare
terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A.D. |
viagem
Lya Luft
porque também sou isso: incerta e dura,
e ansiosa de não te perder agora que entrevejo
um horizonte.
Deixa-me errar e me compreende
porque se faço mal é por querer-te
desta maneira tola, e tonta, eternamente
recomeçando a cada dia como num descobrimento
dos teus territórios de carne e sonho, dos teus
desvãos de música ou vôo, teus sótãos e porões
e dessa escadaria de tua alma.
Deixa-me errar mas não me soltes
para que eu não me perca
deste tênue fio de alegria
dos sustos do amor que se repetem
enquanto houver entre nós essa magia.
Te amo, ainda...
Só...
Tenho fases, ora maré cheia, ora vazia.
As vezes nem mesmo sei o que sinto...
Manter os olhos abertos em alguns momentos os ferem...
Longo e tortuoso sentir...
Sinto-me varrida pelo vento, encharcada pela chuva, desgastada pelo tempo...
Sonho que as lágrimas cantam pelas trilhas contando os segundos a te ver novamente.
Segredo
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Antigamente...
Amar causava dor por ser o amor mais intenso...
Sincero.
Um amor que nos alçava as nuvens, o prazer que atingia a alma até em pensamentos...
Descobrir o amor era um renascer...
Erupção de um sol no intimo da essência...
Amava-se...
Voava-se alto
Fiz muita gente chorar... e também chorei
Nostalgia que sinto saudades... e meu coração dispara ao tocar a nossa música... meus olhos então brilham, sorrio...
O passado volta... e mesmo nem como voltar atrás... restaura minha maneira de amar...
Expande... minha alma
Sinto-me feliz por ter sido tão romântica e por não ser tão velha assim pra sentir saudades...
Saudades da minha primeira paixão...
Do meu primeiro namoro, em que todo céu como uma asa se podia voar...
Amor antigo.

Mesmo na distancia...
Os corações respiram juntos
Nem cabem numa só vida
Atravessam o tempo
De raízes fecundas
Mergulham no infinito...
E se de amor verdadeiro
Nunca fenecem
Surgem mais ardente
Na pobre esperança
se não vencem a dor
resplandecem em um canto obscuro
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
PABLO NERUDA

Infinitamente...
domingo, 18 de julho de 2010
Realidade e Imaginação

É assim que sinto em relação a você
Mesmo estando longe...
pensando que te esqueci e que não penso mais em você
Mergulho dentro de mim
sempre me lembro de ti..
dos bons momentos
em que você entrou em meu coração
e eu te permiti
querendo conhecer as profundezas desse sentimento
fui envolvida pelo seu amor numa mistura de medo e carinho
Você está sempre no meio caminho,
entre a realidade e a minha imaginação.
Vaguear..

coração

"Meu coração é
um poço de mel, no centro de um jardim encantado...alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Vega.
Levam junto quem me ama, me levam junto também."
(Caio Abreu)
Sou..
Revelação

Os meus pensamentos...
sentimentos...
Viajam em meus olhos
revelam você
Muito mais do que imaginas.
Bem mais do que eu sei...
Na calada da noite
Não durmo
Não há luz no semblante
Sombras na face da alma
Sucumbida ao vento do destino
Sózinha

Um pouco sozinha...
Minha companhia; os meus pensamentos, algumas vezes reflexões
Traço sentimentos com as letras do ar em minha alma, dos passos raramente sob a luz do sol e constantemente do brilho da lua
Minhas pegadas são agora só minhas, mas acompanhadas um pouco da sua sombra entre realidade e o sonho, entre desejo e vida
INSANIDADE

Tentava esquecer o amargo em meus olhos que nem sequer fechavam...
Arrancavam deles um pesadelo invisível...
Eu nem sabia mais o que era e nem o que era meu.
Foi como o céu, um purgatório e agora um inferno.
Amor dos meus pecados, das minhas andanças, do meu mar em constante revolução, do meu céu em chamas...
Minha queda em cada dia... minha insanidade agressiva e agora passiva
Lembro de Você
domingo, 27 de junho de 2010

Nada é estranho
quinta-feira, 17 de junho de 2010

no âmago de meu coração
Há uma luz
Essência na alma
Estranho é quando tento sabotar os meus sentimentos
Abafa-lo no olhar...
Exaltação de um Amor

SEM FIM...
sábado, 22 de maio de 2010

Tudo que fomos
De tudo que sonhamos
Nossas poucas horas
De outrora tão sublimadas
Nossos anseios na calma luz do sol
Em que a alma conhece tão bem
Não terá nenhum fim...
SONHOS...
quinta-feira, 20 de maio de 2010

Deixem rolar desmedidamente as emoções..
Num vôo incerto...
Sem âncora, sem um amanhã...
Sem eterna a raiz
Do corpo, do mundo..
Deixe entranhar nas veias
Os uivos incessantes do vento...
Há de derreter o
Prolongado silêncio
AMAR

Quando se ama... os corações respiram juntos, mesmo à distância
Faz a alma virar sol
Lê-se, no olhar, o que vem do coração.
Não cabe numa só vida
Atravessa o tempo.
Ah, isso não se explica, só se sente...
DOS SEUS OLHOS..

Chorar com a minha dor...
Sorrir com os dias ensolarados...
Através do mar de seus olhos, dos rios de suas lágrimas
que ascende nos meus olhos quando fico diante do que toca a minha alma, pelas certezas e pelas dúvidas em minha vida... e, por me deixar vivê-la...!
CORAÇÃO AO COMPASSO

NESSE MEU MAR
domingo, 7 de março de 2010
Ainda que se permeie às vezes em terra àrida ante a sobrevivência e de toda sorte de intempéries não se foge do contorno azul esverdeado dessas águas, torna-se capaz em viver... mas que na verdade já estão dentro de mim, apenas se calam no interior...
Águas que correm... águas que curam... águas doces que se misturam nas águas salgadas e nelas se espelha o céu e flutuam as estrelas.
Talvez seja mesmo aqui, onde o coração ruboriza e aquece esperanças...
Enlevo onde deito, canto e escrevo
Quando bate a solidão
Onde rola uma canção
Quando a alma reclama
Quando tenho pouco a sorrir
Apenas um olhar a escoar...
sobre as areias desse meu mar
Talvez seja mesmo aqui...
o luar a deslizar e mostrar-se a maresia
ondas luminosas a inflamar sinuosidade as pedras
Onde a lágrima já não tem motivo de ser...
Talvez seja mesmo aqui...
... porque me habituei a viver dessa sede de sal.
UM OLHAR ATÉ O CÉU
Ao som de um mar sereno, das gaivotas que retornam aos abrigos nas rochas íngremes e sinto uma brisa suave que sopra de mansinho...
Refrescando aos poucos os poros do meu corpo por entre suspiros...
O silencio vem além...
Existe certa magia em que a realidade não acompanha...
Não há névoa amarga e nem faz doer o feitiço enviado pela solidão.
Perco-me entre as estrelas e a cada vez que uma delas delineia o infinito aspiro desejos...
Conto segredos...
Apesar das letras não ter som, vibram nos tons da imaginação...
Doce aroma da noite deixa transparecer...
No meu peito algo veio florescer...
Veio envolver...
E por essas ondas deixo-me embalar que brilha com o luar
São noites de ternura...
Emudece a fala
As horas são lentas...
Refugio-me no crepúsculo
A noite canta para mim antes que o sol rasgue o véu para o amanhecer chegar...
Meu coração sem resposta insurgiu ao pulsar...
Revela minha face...
Verdades e mentiras
Sorrisos e lágrimas...
Em noites como estas... sob este infinito céu estrelado
Quando será que os meus olhos irão perder o brilho que ostentam?